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Biorresíduos e compostagem
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Ambiente e os nossos dias: pequenas, grandes, notas sobre – biorresíduos / compostagem
Tendo em consideração a composição de Resíduos Sólidos Urbano indiferenciados do Concelho de Murça (ano de 2021) verificamos que aproximadamente 42% são classificados como resíduos orgânicos ou ultimamente designados por biorresíduos.
Por imposição legal, mas essencialmente por motivos ambientais e de sustentabilidade é urgente e necessário reduzir as quantidades de resíduos orgânicos na fileira dos Resíduos Sólidos Urbanos. Essa será uma das grandes batalhas verdes na década “a recolha dedicada de biorresíduos e a sua valorização é dos mais importantes e disruptivos passos em matéria de gestão de resíduos desde o encerramento das lixeiras, no final do século passado; in Contas Certas nos Resíduos, APA 2020“
Os biorresíduos fazem parte do nosso dia-a-dia, estão presentes sempre que preparamos os alimentos e nos restos de comida.
Os biorresíduos, ao degradarem-se, causam maus-cheiros, contaminam e dificultam a separação de resíduos nas linhas de triagem, e, acima de tudo, representam a perda de um recurso importante – nutrientes- que podiam ser encaminhados para os solos agrícolas, espaços verdes e florestais.
Acrescenta-se a isso que ao retirar os biorresíduos do “lixo comum” estamos a retirar a componente causadora dos gases de efeito de estufa pelos aterros.
Sabendo que o caminho nos próximos anos passará pela implementação de projetos de recolha seletiva de biorresíduos, será necessário, neste momento dar pequenos passos no sentido de reduzir a quantidade dos mesmos na fileira dos RSU.
Assim sendo será importante e imprescindível reduzir a sua percentagem na composição dos RSUI, podendo começar-se por desenvolver pequenas ações de compostagem doméstica, que
mais não é que reaproveitar a matéria orgânica dos biorresíduos para produzir composto, ou seja nutrientes para incorporar nos solos agrícolas ou jardins
Ao iniciar-se na compostagem doméstica (aproveitamento dos restos alimentares, folhas e plantas de jardins ou hortas) estará a ajudar-se a si e a todos, reduzindo a produção de resíduos urbanos biodegradáveis e o envio dos mesmo para o aterro, contribuindo assim para uma melhoria do ambiente e gestas de recursos.
O projeto “Húmus do passado ao futuro” pretende sensibilizar e apelar os munícipes que tenham a possibilidade (necessário ter espaço agrícola e/ou jardins) para que possam produzir, em condições salubres, um composto orgânico produzido desde os nossos restos alimentes.
Mais não será que olhar para os ensinamentos dos nossos avós e replicar o conceito.
A compostagem, conhecida como o processo de reciclagem do lixo orgânico, transforma a matéria orgânica encontrada no lixo em adubo natural, que pode ser usado na agricultura, em jardins e plantas, substituindo o uso de produtos químicos, ou seja é o ato de devolver à terra o que a terra nos dá.
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