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GNR desafia alunos a plantar e apadrinhar árvores em Murça
Alunos e professores, guardas, bombeiros, sapadores florestais, Presidente da Assembleia Municipal, Presidente da Câmara, membros do Executivo, elementos do município e da Cruz Vermelha juntaram-se esta manhã na zona de Mascanho, concelho de Murça, uma área atingida pelo grande incêndio que ocorreu em julho de 2022 e devastou 7 mil hectares, 4 mil dos quais de povoamento florestal.
O chefe do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), o major Micael Lopes, explicou que a ação foi simbólica e de sensibilização e que chamar os cerca de 70 alunos dos 5.º e 6.º anos para apadrinharem as árvores, hoje plantadas, visa "criar um laço".
"O que se pretende é criar um laço entre as crianças e a floresta, para que se volte a dar uma importância devida à floresta para evitar incêndios e, no fundo, voltarmos a ter uma floresta como tínhamos há uns anos", concretizou.
Os jovens são também, referiu, um meio muito eficaz de passar a mensagem da proteção da floresta aos adultos.
Os meninos foram desafiados a irem regressando à serra para cuidarem das árvores. No total, foram plantados 100 freixos e carvalhos nesta iniciativa inserida na Campanha Floresta Segura da GNR.
Tiago, de 10 anos, ajudou a plantar um freixo e ao lado o colega Guilherme, 11 anos, recordou o incêndio do verão de 2022 que até começou perto da sua aldeia, enquanto Gabriela, 11 anos, garantiu que vai cuidar da sua afilhada.
"Estamos a ajudar a natureza a desenvolver-se melhor, porque se nós não viéssemos cá plantar, ia demorar muito mais tempo a nascer outras árvores", acrescentou Gabriela.
O major Micael Lopes concretizou que, nesta fase da Campanha Floresta Segura, a GNR está a sensibilizar os proprietários para a limpeza dos terrenos na envolvente de edifícios e localidades e que, depois, a partir de 01 de maio, passa à fiscalização.
Os guardas estão a ir a todas as freguesias consideradas prioritárias e a outras onde, quer por denúncia ou por patrulhamento, se verifiquem incumprimentos.
"Em 2023 tivemos mais zonas sensibilizadas do que em 2022 e tivemos muito menos incumprimentos do que em 2022. Verifica-se que as pessoas estão a cumprir mais a gestão de combustíveis", afirmou.
O presidente da Câmara de Murça, Mário Artur Lopes, juntou-se à iniciativa e referiu que, na área atingida, já foram feitas algumas plantações, mas considerou que "ainda há muito para fazer".
E, mais do que repor a floresta, o autarca defendeu que se deve organizar a floresta em mosaicos (diferentes espécies) e conjugar com outras atividades como a agricultura e a pecuária.
"De outra forma, se for só floresta e mato, vai voltar a arder conforme tem ardido", frisou.
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