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Contextualização histórica e social da 'Porca de Murça' debatida por especialistas
Decorreu no passado dia 6 de maio, no âmbito da programação das comemorações dos 792 anos do Foral de Murça - Feriado Municipal, uma palestra sobre a contextualização histórica e social sobre a "Porca de Murça", uma iniciativa organizada e promovida pela Câmara Municipal e que contou com a participação de um painel de três especialistas da área, numa sessão que foi muito participada pelos murcenses.
José Maria Costa, presidente da edilidade abriu a sessão com o seu olhar da “Porca de Murça” e da sua importância para o turismo local.
Dos painéis apresentados, António Luís Pereira, da Direção Regional de Cultura do Norte, abordou o Território dos Berrões e a sua Contextualização histórica em Trás-os-Montes. Armando Redentor, do Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade Coimbra, apresentou os Berrões: Morfologia, Cronologia e Significado, já Alexandra Vieira, da Escola Superior de Comunicação Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança, expôs os Berrões e as Lendas.
A mesa foi moderada por José Alexandre Pacheco, diretor Agrupamento de Escolas de Murça.
"A Porca de Murça" é, desde há séculos, o símbolo incontestado deste concelho e uma das mais famosas (se não a mais) esculturas zoomórficas do país. Mais que qualquer outro monumento, é a chamada Porca de Murça que simboliza a vila. Trata-se de uma escultura granítica representando um quadrúpede. O povo considerou que se tratava de uma ursa que devastava a região e foi necessário eliminar. Depois, passou a ser uma porca. Mas os atributos masculinos bem visíveis não enganam: é na verdade um berrão, do mesmo género dos que se encontram frequentemente na zona oriental de Trás-os-Montes, relacionados com um culto da fertilidade de povos pré-romanos. Seja como for, é hoje um monumento que se ergue, orgulhoso sobre um plinto, no jardim da praça central, com os seus impressionantes 2,8 metros de medida no ventre, 1,10 m de altura e 1,85 m de comprimento.
Não há ninguém neste país que quando se fala de Murça não associe a vila à famosa escultura zoomórfica que se ergue imponentemente na praça principal do seu aglomerado urbano. O ícone transformou-se mesmo numa imagem de marca identitária e foi com vista a tentar esclarecer a sua origem que a autarquia reuniu três especialistas para debaterem o assunto.
Não se sabe exactamente qual o significado cultural dos berrões, mas um facto que pode ser constatado é que a área geográfica onde aparecem também corresponde a uma interessante manifestação cultural, ainda muito mal estudada, e que diz respeito aos povoados de Pedras Fincadas, um processo de povoamento proto- Histórico que apresenta um sistema de defesa muito evoluído, constituído por um conjunto formado por torreão, murallha ou muralhas, fosso e pedras fincadas.
A "Porca de Murça" - que afinal é um porco, reiteraram os arqueólogos presentes-, sendo uma destas manifestações de origem proto-histórica (cuja cronologia poderá rondar os 500 anos Antes de Cristo), trasformou-se ao longo do tempo num símbolo identitário, assumindo na actualiade um conjunto de significados muitos mais amplos e diversificados, sendo desde há séculos o símbolo incontestado do concelho de Murça e uma das mais famosas, se não a mais famosa escultura zoomórfica do país.
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