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Na rota dos brancos: Casa Boal e o legado de uma família do Douro
A Casa Boal instalou-se em Murça no início do século XXI, mas a tradição vinícola de Vítor Boal já vem de família, um legado deixado pelos pais, Augusto Boal e Maria Antónia, produtores num outro planalto do Douro, o de Alijó.
Esta ligação de longa data aos vinhos de altitude e a aposta nos brancos do Douro são marca identitária do projeto e legitimam a Casa Boal como guardiã de um património vitivinícola distinto.
Com 18 hectares de vinha, distribuídas por cinco parcelas, todas localizadas no concelho de Murça.
A aposta nas castas brancas passou, em 2013, pela plantação de Viosinho, Códega do Larinho, Rabigato, Arinto, Cerceal, Moscatel Galego Branco e Folgazão, esta última casta recuperada da tradição duriense, pela sua acidez e capacidade de adaptação às alterações climáticas.
Produz anualmente cerca 135.000kg de uvas, das quais 70% são uvas brancas e um quinto da produção da Casa Boal é engarrafado e comercializado diretamente, com as marcas Casa Boal, Eclusa, Pai António, Mãe Maria, Gueirinho, Curvas de Murça, Cara Metade e Bom Senso. A restante produção de uva é vendida ao grupo Sogrape Vinhos.
A missão da Casa Boal é deixar um legado autossustentável, alicerçado em compromissos ambientais, na partilha dos valores da família e numa firme responsabilidade social e económica.
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