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Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal apresentado em Murça
Foi apresentado hoje, dia 22 de setembro, o Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal, um projeto inovador que liga os concelhos do Minho e de Trás-os-Montes. A iniciativa decorreu na Igreja Matriz de Murça.
No território de Murça o itinerário passa pelas freguesias de Candedo; união de freguesias de Noura e Palheiros; freguesia de Murça; freguesia de Fiolhoso e união de freguesias de Carva e Vilares.
Dinamizado pelo Município de Póvoa de Lanhoso, este projeto, ainda embrionário, reúne atualmente 12 municípios (Póvoa de Lanhoso, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena, Vieira do Minho, Braga, Vila Pouca de Aguiar, Alijó, Murça, Mirandela, Vila Flor, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta), bem como o Turismo do Porto e Norte de Portugal e a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago que, no passado mês de março, assinaram um protocolo para a implementação deste Caminho.
A valorização e promoção de todo o território atravessado por este novo percurso cultural é o grande objetivo que está na origem da implementação do Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal.
A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Murça, Mário Artur Lopes, do pároco da Paróquia de Santa Maria Maior de Murça, Sérgio Dinis, do Presidente da Assembleia Municipal, António Ribeiro, do Vice-presidente, José Santos, dos presidentes de Junta de Candedo, Fiolhoso, Valongo de Milhais, Noura e Palheiros e Jou, entre outros interessados na temática dos Caminhos de Santiago.
Depois de um testemunho bastante emotivo e na primeira pessoa, da experiência de peregrino do padre Sérgio Dinis no Caminho Francês de Santiago, também conhecido pelo Caminho das Estrelas, o mais utilizado pelos peregrinos para chegar até ao túmulo do Apóstolo Santiago, coube ao arqueólogo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Orlando Fernandes, e ao coordenador técnico da Cultura, também da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Francisco Machado, apresentar o Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal, dando a conhecer, em pormenor, o trajeto deste Caminho ao longo de 240 km em que atravessa aqueles doze concelhos, mas também as localidades por onde o caminho segue em território murcense.
Leon de Rosmithal (1425 - 1486) pertencia aos Lev de Rozmitál, família da alta nobreza e das mais influentes da Boémia Central, região da República Checa. Este barão destacou-se no ramo militar e foi um notável cavaleiro que detinha a propriedade dos castelos nas cidades de Blatná e Rozmitál, na região da Boémia Central. Leon de Rosmithal, acompanhado de uma grande comitiva composta por 40 pessoas da sua confiança e 52 cavalos, foi incumbido pelo Rei da Boémia, Jorge de Podiebrad, de uma missão política e religiosa na Europa, o que aconteceu entre os anos de 1465 e 1467.
De acordo com a resenha histórica do Caminho de Leon de Rosmithal, “a comitiva atravessou o rio Douro, utilizando uma barca, e depois de subirem um «caminho muy áspero» chegaram a Freixo de Espada à Cinta, já no ano de 1466. Desde esta vila transmontana seguiram a sua viagem por: Torre de Moncorvo – Alebra (Abreiro) – Villa Panca (Vila Pouca de Aguiar) – atravessam o Tâmega na “puente de piedra” - Barcodevonde (Arco de Baúlhe) – Lanhoso (Póvoa de Lanhoso) – Braga (aqui termina este caminho. No caso da comitiva checa, seguiu viagem por Ponte de Lima, Valença do Minho, Tui…o que hoje é conhecido como o Caminho Central Português)”.
Este é o primeiro Caminho Português de Santiago a passar em Murça, cujos promotores ambicionam que venha a ser “uma marca deste território”.
Mário Artur Lopes destacou que o Município de Murça associou-se a este abrangente projeto, ciente de que pode representar um enorme atrativo turístico-cultural para o território, contribuindo, em simultâneo, para um maior desenvolvimento económico.
O momento foi abrilhantado pela atuação da artista murcense Matilde Relvas.
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