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Câmara Municipal de Murça
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Património Arqueológico

Trata-se de um conjunto de bens materiais, móveis e imóveis, que perderam no tempo a funcionalidade para que foram criados, mas reveladores de interesse cultural, didáctico e turístico.
 
Abundam neste concelho diversos espécimes arqueológicos de tipologias e cronologias diferenciadas. Assim, os mais antigos serão as sepulturas megalíticas, conhecidas como madorras ou mamoas. O Crasto de Palheiros também da pré-história, é um baluarte patrimonial desses tempos longínquos.
 
Da Idade do Ferro, inúmeros povoados, fortificados e alcantilados, espalhados por alguns morros deste concelho testemunham a importância da remota ocupação humana nesta terra. A Via Romana de Murça é um marco da passagem dos romanos por este concelho.
 
imagemCrasto de Palheiros
 
Esta é uma fortificação castreja tipicamente celta. Estes povos entraram na Península Ibérica no séc. VI a.C., trouxeram aos povos indígenas aí existentes a técnica do ferro e escolheram lugares altos para se instalar, arejados e com grande visibilidade, onde fosse mais fácil a defesa contra os seus inimigos. São cabeços graníticos enormes, à volta dis quais os celtas construíam muralhas altas, dentro das quais edificavam habitações circulares com pequenos muros de pedra, cobertas de colmo, argila ou madeira.
 
Via Romana
 
São muitos os vestígios da romanização portuguesa. Quando chegaram ao território da Península Ibérica, a que hoje chamamos Portugal, em finais do séc. III a.C., os romanos tiveram sempre uma estratégia de domínio e de comunicação. Para progredir no terreno e para que as legiões pudessem caminhar, construíram vias de acesso, calçadas e pontes, que ligavam pontos estratégicos do território. Por Murça passa a grande via romana que ligava Astorga à foz do rio Douro, atravessando o rio Tinhela e que depois da ponte que aí construíram, se divide a caminho de Braga ou a caminho do vale duriense.
 
Mamoa do Castelo
 
Consideradas os monumentos pré-históricos mais surpreendentes da Europa Ocidental e Setentrional do período Neolítico e Calcolítico, as antas ou dólmenes enquadram-se na chamada época megalítica.
 
As antas são túmulos com uma arquitectura complexa e variando de lugar para lugar, sendo, no entanto e no essencial, constituídas por uma câmara ladeada por lages colocadas na vertical (esteios) e cobertas por uma outra lage de grande dimensões (tampa ou chapéu). Essa câmara pode ter corredor de acesso ou não. Quando cobertas de terra, as antas recebem o nome de mamoas (aqui chamadas “madorras”).
 
Na freguesia de Jou e no lugar do Castelo, existem, a quinhentos metros do castro, três mamoas, bem salientes na paisagem planáltica do sítio. Uma parece intacta, mas as duas restantes já não têm a lage de cobertura. Não parecem ter corredor de acesso; se têm, é de pequenas dimensões.